Casamento não é uma união experimental. A aliança conjugal não termina quando as crises chegam. Só há duas cláusulas de exceção para o divórcio nas Escrituras: a infidelidade conjugal (Mateus 19.9) e o abandono (1 Coríntios 7.15). Divórcio por quaisquer outros motivos e novo casamento constitui-se em adultério (Mateus 5.32).
Como, então, enfrentar crises no casamento sem pensar em desistir?
1 Reconhecendo que o casamento não é uma invenção humana, mas uma instituição divina.
O casamento não é um expediente humano. O próprio Deus estabeleceu, instituiu e ordenou desde o início da história humana.
Gênesis 2.18-24 revela que o casamento nasceu no coração de Deus quando não havia ainda legisladores, nem leis, nem Estado, nem igreja. Casamento é um dom de Deus para o homem e a mulher.
Deus não apenas criou o casamento, mas também o abençoou (Gênesis 1.28). Qualquer esforço de atentar contra os princípios estabelecidos para o casamento conspira contra Deus, que o instituiu. Por isso, Ele odeia o divórcio (Malaquias 2.14).
2 Reconhecendo a natureza do casamento
Quando Jesus foi questionado pelos fariseus sobre o divórcio (Mateus 19.3-4), Ele não o discutiu antes de falar sobre a natureza do casamento, de acordo com os princípios estabelecidos na própria criação (Mateus 19.4-8).
De acordo com o padrão absoluto de Deus, estabelecido na criação, o casamento em primeiro lugar é HETEROSSEXUAL (Gênesis 1.27). União homossexual é abominação para Deus (Levítico 18.22; Romanos 1.24-28).
Em segundo lugar, o casamento é MONOGÂMICO (Gênesis 2.24).
Em terceiro lugar, o casamento é MONOSSOMÁTICO (Gênesis 2.24). João Calvino disse que a união do casamento é mais sagrada e mais profunda do que a união que liga os filhos aos pais. Nada senão a morte pode separá-los.
Em quarto lugar, o casamento é INDISSOLÚVEL (1 Coríntios 7.3). Jesus afirmou que marido e mulher não são mais dois, mas uma só carne e o que Deus uniu o homem não pode separar (Mateus 19.6). Divórcio, portanto, é uma rebelião contra Deus e os seus princípios.
17 Em quinto lugar, o casamento não é compulsório. O celibato é um dom de Deus, não uma imposição (I Coríntios 7.32-35). Embora a razão do casamento seja para resolver o problema da solidão, Deus chamou alguns para serem uma exceção à sua própria norma (Gênesis 2.18,24; Mateus 19.11-12; 1 Coríntios 7.7).18
3 Reconhecendo que em Deus podemos superar as crises do casamento se azedar o coração
Jesus disse para os fariseus que o divórcio nunca foi uma ordenança divina, mas uma permissão, e isso, por causa da dureza dos corações (Mateus 19.7-8). O divórcio ocorre porque os corações estão endurecidos. Dureza de coração é a indisposição de obedecer a Palavra de Deus. É a indisposição de perdoar, restaurar e recomeçar o relacionamento conjugal de acordo com os princípios de Deus. De acordo com Jesus, o divórcio jamais é compulsório, onde existe espaço para o perdão. Divórcio é conseqüência do pecado, não uma expressão da vontade de Deus. Perdão e restauração são melhores que o divórcio. Divórcio não é compulsório nem em caso de adultério. Restauração é sempre o melhor. Concluindo, ressaltamos que a igreja precisa dar ênfase à famílias fortes. Casamentos estáveis resultam em famílias, igrejas e sociedade saudáveis.
A solução para o casamento e para a família não está nos modelos falidos da sociedade pós-moderna, mas na eterna e infalível Palavra de Deus. O mesmo Deus que instituiu o casamento tem a solução para os casamentos em crise. Somente Deus pode curar relações quebradas, trazendo esperança onde os sonhos já morreram; trazendo vida, onde as sombras da morte já escurecem os horizontes; trazendo cura e restauração, onde as feridas estão cada vez mais doloridas. O grande desafio para a igreja e a sociedade contemporânea é retornar para Deus e obedecer aos seus mandamentos. O mesmo Deus que criou o casamento tem solução para ele. Deus é o criador, sustentador e restaurador do casamento. Quando ele reina no casamento, o divórcio não tem espaço.
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Rev. Hernandes Dias Lopes - Pastor da Primeira Igreja Presbiteriana de Vitória - ES. Cursando Doutorado em Ministério no "Reformed Theological Seminary" em Jackson, Mississippi, EUA.
domingo, 18 de janeiro de 2009
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
NOVA REFORMA ORTOGRÁFICA DA LÍNGUA PORTUGUESA
Sou formada em Letras e, atualmente, leciono a referida matéria em uma escola pública. a princípio confesso que não entendi muito bem o porquê de toda essa mudança, mesmo se alegando que foi para uma unificação dos países que falam o "português".
Apaixonada pela linguística como eu sou, aprendi que a evolução da língua se dá pela criatividade dos falantes. No entanto, essa criatividade é influenciada por vários fatores, sendo um deles o contexto. Ora, o contexto de cada falante de cada um desses países é totalmente diferente e díspare um do outro. Então, porque depois de tanto tempo, se coloca essa "vontade" de unificar o português.
Para mim, algumas mudanças são até válidas ao abolir o trema, o acento diferencial, mas daí para diante, já acho um pouco demais. Nós, que somos apaixonados pela nossa língua materna, teremos que reaprender nossa própria língua no que toca alguns aspectos ortográficos, quando esses se justificariam apenas nos outros países e não no nosso Brasil.
Bem, aqui fica o meu protesto e já um alerta, que tal acordo aconteceu por algum interesse puramente comercial, como a venda de alguma gramática entre outros.
Esse é o meu pensamento sobre essa MUDANÇA ortográfica.
Apaixonada pela linguística como eu sou, aprendi que a evolução da língua se dá pela criatividade dos falantes. No entanto, essa criatividade é influenciada por vários fatores, sendo um deles o contexto. Ora, o contexto de cada falante de cada um desses países é totalmente diferente e díspare um do outro. Então, porque depois de tanto tempo, se coloca essa "vontade" de unificar o português.
Para mim, algumas mudanças são até válidas ao abolir o trema, o acento diferencial, mas daí para diante, já acho um pouco demais. Nós, que somos apaixonados pela nossa língua materna, teremos que reaprender nossa própria língua no que toca alguns aspectos ortográficos, quando esses se justificariam apenas nos outros países e não no nosso Brasil.
Bem, aqui fica o meu protesto e já um alerta, que tal acordo aconteceu por algum interesse puramente comercial, como a venda de alguma gramática entre outros.
Esse é o meu pensamento sobre essa MUDANÇA ortográfica.
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